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Como funciona o motor de um carro Flex?
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02/11/2014, 09:27
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Assista ao Vídeo em http://olhardigital.uol.com.br/video/44986/44986
"Como funciona o motor de um carro Flex? Álcool ou gasolina? Tanto faz... pelo menos para a maioria dos donos de carros novos no Brasil. No ano passado, dos quase quatro milhões de veículos zero quilômetro licenciados no País, mais de 88% eram equipados com motor biocombustível; o número é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. O primeiro carro brasileiro capaz de rodar com gasolina ou etanol foi lançado em 2003; 11 anos atrás. Os motores Flex normalmente utilizam o etanol como segundo combustível, além da gasolina, claro. Entre mudança de materias e estrutura reforçada, sem tecnologia, não existiria carro Flex; mais precisamente, sem injeção eletrônica, não haveria motor Flex. Gasolina e álcool produzem queimas diferentes, os dois combustíveis precisam de temperaturas e quantidade de oxigênio diferentes para funcionarem bem. E o motor Flex funciona assim: um sensor detecta a mistura do combustível e ajusta eletronicamente a injeção. Assim, seja totalmente com álcool ou gasolina ou ainda com qualquer proporção de mistura, uma programação eletrônica através de algaritmos matemáticos faz com que o motor ofereça o melhor rendimento possível para aquela mistura. O sensor que acabamos de citar é item indispensável para o carro flex. O sensor lambda faz a leitura dos gases que saem do motor logo após a partida. Se houver muito ar ou muito combustível na queima, o sensor lambda envia um sinal à central eletrônica do motor para receber mais ou menos oxigênio. Como gasolina e etanol emitem gases resultantes diferentes, a sonda identifica o que o carro está queimando. Mas há um porém, para funcionar, a sonda lambda ser aquecida a cerca de 300 graus. Nas sondas mais antigas, os próprios gases de escape aqueciam, mas era preciso esperar vários minutos até que o sensor pudesse ser colocado em funcionamento. Atualmente existe uma resistência de aquecimento que permite o aquecimento em cerca de dez segundos, mesmo quando os gases de escape estão a uma temperatura baixa. O que persegue os carros flex desde os o início é o famoso “tanquinho”de gasolina para partidas. Ele se encarrega de injetar o combustível na admissão e assim melhorar o arranque e o funcionamento do propulsor antes de atingir a temperatura ideal. Mas o “tanquinho” foi abolido em modelos mais modernos. Em alguns, um equipamento no tanque que, por meio da medição da diferença de condutibilidade elétrica de ambos os combustíveis, faz a leitura antes de gasolina, etanol ou qualquer proporção de ambos entrarem no motor. Outros carros utilizavam um sistema que aquece o etanol durante a ignição para permitir a partida. O que há de mais moderno atualmente são as chamadas “flautas de injeção eletrônica”... Segundo o professor, a próxima evolução do Motor Flex está relacionada com o desenvolvimento de um novo sensor; este seria capaz de identificar o nível específico de etanol no tanque. E isso seria solução para um grande problema que persiste até hoje nos motores flex. Se você perdeu os primeiros capítulos desta série e curte automóveis, aproveite e reveja. Na primeira matéria, mostramos a evolução das injeções eletrônicas – lá você vai inclusive descobrir mais detalhes sobre a injeção direta dos motores Flex. Na semana passada, mostramos a evolução dos freios e quanta tecnologia está presente no principal equipamento de segurança dos automóveis. E, na semana que vem, fique ligado e veja todas as novidades hi-tech do Salão do Automóvel de São Paulo. Nós estaremos lá e com um olhar diferente da maioria...não perca!" |
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